Janeiro e o Fim das Eras: O que aprendi com Stranger Things, Ragnarok e O Senhor dos Anéis
Por Luiz Waiz (Fuga)
Janeiro é o mês das resoluções, mas para mim, este ano, foi o mês dos encerramentos.
Decidi fechar ciclos com três obras monumentais que, cada uma à sua maneira, falam sobre o peso de dizer adeus e a coragem de seguir em frente.
O Fim da Inocência em Stranger Things
Finalizar a última temporada de Stranger Things foi como me despedir da própria juventude. A série, que começou com crianças jogando RPG, encerra sua jornada mostrando que crescer dói, mas é inevitável. O adeus ao “Mundo Invertido” é, no fundo, um adeus ao conforto da infância para encarar as responsabilidades do mundo adulto.

O Peso do Destino em Ragnarok
Com as três temporadas concluídas, Ragnarok me trouxe uma perspectiva diferente: a aceitação do destino. Ver a mitologia nórdica transposta para os dias atuais nos faz refletir sobre como nossas escolhas moldam o futuro.
O fim da série deixa claro que ser um “herói” não é sobre ter poderes, mas sobre o que você decide fazer quando o mundo parece estar desmoronando ao seu redor.

A Nobreza e a Humanidade em O Senhor dos Anéis
Revisitar a trilogia neste aniversário de 25 anos, culminando no Retorno do Rei, foi o ponto mais alto. Em meio a batalhas épicas, o que me marcou foi a humanidade dos personagens. Ver Aragorn lidar com o amor de Éowyn, o que ele chamou de amar uma “sombra e um pensamento”, me fez pensar sobre as projeções que fazemos nas pessoas.
É um filme sobre sacrifício: para que a paz reine, muitos precisam abrir mão de seus desejos pessoais e até de suas terras.


Conclusão: O Portal para Fevereiro
Seja enfrentando demônios em Hawkins, gigantes na Noruega ou orcs na Terra Média, a lição deste mês é clara: todo novo começo exige um fechamento digno. Encerro janeiro com o coração leve, pronto para as batalhas e conquistas que o próximo mês reserva.
E para finalizar de fato, replico aqui a frase que Elrond diz a Aragorn quando ele recebe a espada Andúril reconstruida, no fechamento, O Retorno do Rei:
“Deixe o guardião de lado. Torna-te o que nasceste para ser”.


