Smith/Kotzen celebrando a boa música na capital Paranaense, no dia 24 de abril

Smith/Kotzen celebrando a boa música na capital Paranaense, no dia 24 de abril

Por Elias Scopel Liebl

Dois dos grandes nomes da guitarra mundial unidos em uma banda: Smith/Kotzen. Isso mesmo — Adrian Smith, lendário guitarrista do Iron Maiden, ao lado de Richie Kotzen (The Winery Dogs, Mr. Big, Poison), um dos músicos mais completos da atualidade. Imagine esses dois dividindo composições, solos e vocais — o resultado é simplesmente sensacional.

A formação ao vivo ainda conta com Julia Lage no baixo e Bruno Valverde na bateria, garantindo uma base sólida e cheia de energia.

A turnê sul-americana passou pelo Chile, Argentina e trouxe dois shows ao Brasil, sendo o primeiro em Curitiba.

Um dia antes do show, eu ainda estava indeciso sobre pegar a estrada. Afinal, seriam cerca de 320 km de ida, hotel, dois dias fora de casa… e, claro, esposa e dois filhos (quem tem criança pequena entende). Foi então que surgiu a ideia: levar meu filho Ian, de 9 anos. Conversamos em família — ele perderia um dia de aula (o que, para ele, era quase um sonho) — e decidimos ir.

Na sexta-feira, trabalhei até as 9h e segui para casa buscar a mala e o Ian. Saímos de Iomerê por volta das 10h da manhã. A viagem foi tranquila: muita música, boas risadas e, quando vimos, já estávamos chegando.

Antes de entrar em Curitiba, mandei mensagem para a Julia Lage — com quem já havia tido contato por entrevistas anteriores — perguntando se haveria a possibilidade de um encontro rápido para fotos e autógrafos. Para nossa surpresa, ela respondeu prontamente, convidando-nos para a passagem de som no Tork n’ Roll, às 16h. E, por coincidência, chegaríamos exatamente nesse horário.

Nesse meio tempo, falei com meu amigo Wagner, que havia estado no dia anterior em uma confraternização na Bodebrown com a banda, e ele resolveu se juntar a nós novamente.

Quando os músicos chegaram, Adrian Smith e Richie Kotzen nos atenderam, assinaram discos e tiramos fotos com o Adrian — um momento simplesmente surreal. Logo depois, Julia voltou para conversar conosco, trouxe palhetas de lembrança e ainda presenteou meu filho com um ingresso. Um gesto incrível — o Ian ficou muito feliz.

Depois desse encontro memorável, passamos na Bodebrown para algumas cervejas e, na sequência, fomos ao hotel nos preparar para o show.

Já no Tork n’ Roll, encontrei amigos — Marlon, Kinho e Rodrigo — e, como sempre, é bom demais rever a galera nesses momentos. Peguei minha credencial, o Ian garantiu seu ingresso na lista e decidimos jantar no local. A escolha, porém, rendeu um pouco de estresse: o atendimento demorou tanto que praticamente perdemos o início do show. Comemos rápido e corremos para a frente do palco.

A casa não estava lotada, o que tornou tudo mais confortável para curtir. A trilha que antecedeu o show foi a clássica “Bad Company”, da banda de mesmo nome.

O show começou com “Life Unchained”, do álbum Black Light / White Noise (2025), seguida por “Black Light” e “Wraith”, levando o público ao delírio com os vocais e solos dos dois guitarristas.

No palco, Adrian e Julia demonstravam grande empolgação, enquanto Richie, mais contido, impressionava com técnica e presença — um verdadeiro monstro. O set ainda trouxe músicas do EP Better Days, como “Hate and Love” e “Got a Hold on Me”.

Em um momento especial, alguém da equipe entregou ao meu filho uma palheta do Adrian Smith. No começo ele não entendeu — mas, quando percebeu o que era, a reação foi impagável. Foi um daqueles momentos que ficam para sempre.

O ponto alto, para mim, veio com “Taking My Chances”, que já soa como um grande clássico da banda. A cada música, solos impecáveis e uma química evidente entre os músicos. E vale destacar: a “cozinha” com Julia Lage e Bruno Valverde é simplesmente impecável.

Na sequência final, “Scars” e “Running” fecharam o set principal com a banda sendo ovacionada. No retorno, Richie assumiu os vocais em “You Can’t Save Me”, mostrando mais uma vez sua versatilidade — mesmo com uma leve sensação de desgaste vocal, nada que comprometesse a performance.

Para encerrar, um hino do Iron Maiden, a icônica “Wasted Years”, composição de Adrian Smith, levou todos ao coro — uma verdadeira obra sonora.

Acredito que essa dupla ainda tenha muita lenha para queimar, visto que o Maiden é uma banda que provavelmente reduzirá a quantidade de shows cada vez mais, e isso abre portas para que o projeto siga com mais apresentações e gravações. Adrian Smith aparentemente está com a saúde muito boa, assim como Richie Kotzen. Quem sabe, em um futuro próximo, ainda não ouviremos “That Girl”, algo da sua primeira banda, Urchin – Evil Ways” – ou até mesmo covers de Thin Lizzy e UFO?

No fim das contas, foi um baita show. Fica o agradecimento ao meu filho, Ian pela companhia, aos amigos pela parceria de sempre, à Julia pela atenção e generosidade, e ao pessoal da Opus e Costabile pelo credenciamento. Mais um show que ficará marcado na memória.

Setlist – SMITH/KOTZEN (CURITIBA/PR, 24/04/2026 – TORK N’ROLL)

Life Unchained

Black Light

Wraith

Glory Road

Hate and Love

Blindsided

Taking My Chances

Darkside

Outlaw

Got a Hold on Me

White Noise

Scars

Running

BIS

You Can’t Save Me (Richie Kotzen solo)

Wasted Years (Iron Maiden cover)

Black Light / White Noise, disco 2025

Smith/Kotzen, disco 2021

Better Days, EP 2021

Deguste Rock, na Mira do Rock!

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